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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Black Sabbath - Os Pais do Heavy Metal

Depois do carnaval, nada melhor do que voltar falando de uma das bandas mais importantes do rock: Black Sabbath. Junto com Led Zeppelin e Deep Purple, esta tríade sagrada definiu os caminhos musicais do rock pelo resto dos tempos. E o Sabbath foi relegado a segundo plano por muito tempo, mas agora é ponto comum de que é banda fundamental; suas temáticas, capas, shows foram marcantes para gerações.
Além desta importância, o nome Black Sabbath carrega também muita polêmica. Isto porque o grupo teve diversas incarnações, com diferentes formações. E muitos fãs só gostam de uma das formações, maldizendo as outras. Eu nunca tive esse tipo de preconceito e gosto de todas as formações, com preferências e paixão por alguns álbuns em particular.

Como praticamente todo mundo, conheci o Sabbath (há decadas atrás...) pelo seu disco mais famoso, "Paranoid". É clássico pra todo lado, o disco é muito bom mesmo. A capa é hilária e existe toda uma história lendária sobre ter sido trocada com uma capa de propaganda de sabão. Depois de ter adorado o Paranoid, fui correr atrás pra conhecer mais, claro, e acabei comprando o vinil do "Volume 4", que tava numa promoção boa naquele pessoal que vendia disco na porta do cinema de Madureira (essa é só pro pessoal da antiga!). Caramba, o Vol.4 tem uma sonoridade absurda, é clássico demais, foi escutando esse disco que meu ouvido passou a adorar aquela guitarra pesada que só o Iommi sabe fazer com perfeição. Depois, "Master Of Reality" e "Sabotage" são meus preferidos. Todo mundo fala mal dos dois últimos com o Ozzy, mas são bons. É que comparando com os outros, é covardia mesmo...

Já conhecedor do potencial do Sabbath, certa vez (muito tempo atrás...) caíram em minha mão os discos do Sabbath com Dio - "Heaven And Hell" e "Mob Rules". Primeira audição, estranhei, a sonoridade era diferente. Mais melódico, não era cru como o Vol.4. Mas em pouco tempo se tornaram discos favoritos para mim, e comecei a seguir a carreira do Dio com toda a atenção que o baixinho merece. O disco ao vivo só fui conhecer bem depois, quando meu caro amigo Paulo me apresentou, após falar bem um tempão. "Dehumanizer" e o novo do Heaven and Hell são muito bons, mas aqueles dois ficaram na memória.
Quem gosta de Sabbath e de Purple tem que pelo menos ouvir o "Born Again". Sim, é aquele filho bastardo do Sabbath, com aquela capa horrível que acabou virando clássica. O Ian Gillan cantando no Sabbath é algo marcante, adorei desde a primeira vez que escutei. E quem gosta tem que correr atrás de algum pirata ao vivo (eu tenho o "Gillan Tapes", excelente!), pois ele arrebenta cantando as antigas, o Gillan dispensa comentários, canta muito mesmo.

Outro filho bastardo do Sabbath e que gosto muito é o "Seventh Star". Era pra ser disco solo do Iommi, mas não foi. Foi um disco com uma formação muito legal: Glenn Hughes no vocal, Eric Singer na bateria (sim, o mesmo que hoje se pinta de gatinho no Kiss, quem diria...) e alguém no baixo, que não era o Geezer, não lembro agora o nome, tô sem paciência de procurar no Google. E eu vou confessar que eu adoro a lentinha do disco, "No Stranger To Love". Quem já viu o clipe sabe que a coisa é meio brega, estilão anos 80, de hair band, mas gosto muito da música, não tem jeito. Fazer o quê...

Não vou falar sobre a passagem relâmpago do Ray Gillen no Sabbath, eu até tenho o pirata com suas gravações, mas é coisa muito instável. Ray Gillen é um bom vocalista e quem quiser conhecer que corra atrás dos Badlands, muito legal (pros fãs do Kiss, lá tem o Eric Singer também).

Chegou a hora de falar do patinho feio do Sabbath: Tony Martin. O pobre coitado é odiado por tanta gente que deve sofrer. Mas não merece tanta raiva, pois gravou excelentes registros com o Sabbath. "Eternal Idol" é um deles, quando escutei adorei, tem riffs fantásticos, em especial "The Shining". "Headless Cross" e "Tyr" também são bons álbuns, e ainda contaram com o grande baterista Cozy Powell, que infelizmente já se foi. Mas meu disco preferido com Tony Martin é o "Cross Purposes". A diferença está na formação: Geezer está presente! Esse disco tem cada petardo excelente, minhas preferidas são "I Witness", "Cross Of Thorns" e "The Hand That Rocks The Cradle", pena que exista tanto preconceito contra o pobre do Martin, aí fica difícil mesmo. Disco ruim com o Martin é o "Forbidden", esse não salva mesmo. Mas foi muito estranho colocar o Earnie C pra produzir, não tem muito a ver (pra quem não conhece, Earnie C é o guitarrista do Body Count, aquela banda hardcore que o Ice-T montou).

Faltou falar de alguns ao vivo com o Ozzy que tenho: "Live At Last", que é bom mas a banda não gosta e só foi lançar pra valer mesmo quando lançou o "Past Lives", que tem o "Live At Last" mais um monte de extras (estes extras são irregulares, versões ao vivo meio capengas, já indicando a queda de performance do Ozzy). O "Reunion" é muito bom, mas fica a clara impressão que foi manipulado no estúdio pra apagar as cagadas do Ozzy. Só falo mal do Reunion agora, porque quando lançou adorei e fiquei louco com ele. Coisa de fã...
Sobre os discos das carreiras solo, vou deixar os do Ozzy e do Dio para outros posts, porque são carreiras à parte, merecem. O Iommi lançou um disco solo muito irregular, não gostei não. Do Bill Ward, não conheço nada, fico devendo mesmo. Do Geezer, eu adoro o primeiro, "Plastic Planet". A música "Drive Boy Shooting" tem uma pegada excelente e tem o Burton Bell (vocalista do Fear Factory) no vocal, arrebenta. O segundo eu comprei e acabei não gostando muito não.

Pra encerrar, os discos de tributo. São bastante irregulares, tem coisa muito boa e coisa muito estranha. Do primeiro Nativity In Black, eu gosto muito das versões do Biohazard, White Zombie e Sepultura. Do segundo, as versões de Megadeth, Slayer e Soulfly são minhas preferidas. Esses tributos são sempre muito irregulares, não tem jeito.

Viva o Black Sabbath !!!!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Bad Religion, Black Crowes, Black Label Society, Blackmore's Night

Chego à letra B, letra importante no mundo musical. É a letra do grandioso Black Sabbath... Entretanto, antes dos pais do heavy metal, vamos a outras bandas que ripei CDs.
O Bad Religion é uma senhora banda punk, muito antiga, mas não tão reconhecida (pelo menos não tanto quanto os Ramones e os Sex Pistols, por exemplo). E eu me incluía nestes tantos, até um festival no começo dos anos 90, quando vieram aqui tocar antes dos tão famosos Sex Pistols. Pois bem, o Bad Religion aproveitou a chance, roubou a noite e fez um show muito melhor que as pistolas enferrujadas... Depois desse show, fui atrás dos CDs da banda, e acabei adquirindo diversos, incluindo o "Recipe For Hate", que tem a famosa "American Jesus", "Gray Race", da direta e excelente "Punk Rock Song", entre outros. É aquele punk melódico, harmonioso, com letras inteligentes e bacanas. Muito legal.
Black Crowes é daquelas bandas que se embebedaram do som dos anos 60 e 70 para compor seu excelente repertório. Eles têm diversos CDs, mas os dois primeiros, para mim, são imbatíveis. O segundo CD, com aquele nome gigantesco que abreviarei aqui para "Southern Harmony", é o que contém a música mais conhecida deles, "Remedy", com aquele vocal feminino. Agora, o mais legal dos corvos negros é o disco duplo ao vivo gravado com o Jimmy Page. Fantástico !! Quem não tem, por favor, corra ao seu programa preferido de download e baixe-o, é demais !!
O Black Label Society é uma banda que nunca dei muita confiança. Mas, aos poucos, foram me falando que era boa, e um belo dia surgiu aquela promoção bacana das Americanas (que todo mundo adora), com seus CDs a R$ 9,99. Foi o suficiente para eu comprar e me apaixonar por eles. Sempre fui fã do Zakk Wylde como guitarrista do Ozzy (o que deu na cabeça do Ozzy de despedir o Zakk, eu não sei), não sei onde tinha a cabeça de não ter acompanhado mais de perto sua banda. O som não é nada original, é aquele heavy metal pesado, super influenciado por Black Sabbath (olha a importância deles aí, gente...), com solos fantásticos do Zakk. Comprei quase todos os CDs da banda, mas os meus preferidos são "The Blessed Hellride" e "Mafia". Black Label Society rules !!
Pra fechar este post, o Blackmore's Night. Esta é praqueles fãs xiitas do Deep Purple, que gostam de acompanhar a carreira solo de seus integrantes. O Ritchie Blackmore, depois de brigar feio com os companheiros de banda (estamos falando de Deep Purple, claro!), bem que tentou reviver o Rainbow, mas o Dio não tava lá, e Rainbow sem Dio é muito sem graça, então não deu certo. O cara se juntou com uma louraça que canta muito legal (Candice Night, por isso o nome da banda) e resolveu lançar discos novamente. Mas nada tem a ver com o Purple. É música medieval !! É aquela calmaria, paz de espírito e violões de todos os tipos, com uma voz feminina agradável e suave. Esqueçam os gritos alucinantes de Ian Gillan, esqueçam solos fantásticos de guitarra, nada disso será encontrado aqui. A curiosidade mata, então acabei escutando o primeiro e... adorei !! Nem dá pra explicar porque, mas o raio do som é bom mesmo, e acabei aproveitando mais promoções e comprei mais uns 2 ou 3 CDs deles. Os CDs são todos bons, mas o primeiro ("Shadow Of The Moon") ainda é o melhor.
No próximo post, comentarei finalmente sobre o Black Sabbath...

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